A Blip afirma que empresas que adotaram agentes de inteligência artificial generativa passaram a resolver automaticamente entre 80% e 90% dos atendimentos ao consumidor. Segundo William Colen, diretor de inteligência artificial da companhia, a média histórica ficava em torno de 20%.
A avaliação foi feita em entrevista ao Podcast Canaltech nesta terça-feira (16). A mudança descrita pela empresa não está apenas na automação em si, mas na forma como os novos agentes lidam com solicitações menos diretas e conversas mais próximas da linguagem humana.
O que muda em relação aos chatbots tradicionais
Antes da popularização da IA generativa, chatbots já conectavam sistemas internos das empresas às conversas com clientes, mas de maneira mais mecânica e limitada. Na visão de Colen, os agentes atuais são mais resilientes, interpretam melhor os pedidos e conseguem usar uma linguagem com mais empatia.
- A resolução automática pode reduzir a dependência de atendimentos humanos em casos repetitivos.
- Empresas brasileiras podem ganhar escala em canais digitais de relacionamento com clientes.
- O desafio é garantir qualidade, contexto e limites claros para evitar respostas inadequadas ou frustrantes.
O nosso prisma
Para o Brasil, onde atendimento ao consumidor costuma ser um ponto sensível em serviços digitais, a promessa é relevante se vier acompanhada de controle de qualidade. O avanço não elimina a necessidade de atendimento humano, mas pode mudar quais casos chegam até ele.
Fonte: Canaltech
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