Uma pesquisa realizada pela Glean indica que profissionais do Reino Unido gastam, em média, 6,3 horas por semana supervisionando e corrigindo erros de ferramentas de inteligência artificial no ambiente corporativo.

Esse acompanhamento constante, chamado no mercado de "botsitting", consome metade das 12 horas semanais que os funcionários economizam com automação de processos, segundo o levantamento divulgado pelo TechRadar.

Adoção alta não significa maturidade

O estudo aponta que 90% dos profissionais britânicos de tecnologia usam IA no trabalho, acima dos 84% registrados nos Estados Unidos. Mesmo assim, apenas 42% das empresas são vistas por seus colaboradores como focadas prioritariamente em IA.

  • A IA já entrou na rotina corporativa, mas ainda exige revisão humana frequente.
  • O tempo economizado pela automação pode ser parcialmente gasto na correção de respostas e processos.
  • Para empresas brasileiras, o dado reforça a necessidade de governança, treinamento e critérios claros de uso.

Na prática, o recado para o leitor brasileiro é que adotar IA não basta. O ganho real depende de processos bem definidos, ferramentas confiáveis e equipes preparadas para avaliar quando a automação ajuda e quando cria retrabalho.