No Google I/O de 19 de maio de 2026, o Google apresentou o Gemini Spark, descrito como um agente pessoal de IA que executa tarefas em segundo plano sem esperar ser acionado. Diferentemente de um chatbot, que responde quando aberto e para quando fechado, o Spark roda de forma contínua em máquinas virtuais dedicadas na nuvem do Google — ou seja, segue trabalhando mesmo com o celular bloqueado ou o computador desligado.
O agente foi construído a partir dos modelos Gemini combinados com um arcabouço agêntico do Google Antigravity. Já na estreia, integra-se ao Gmail, ao Google Docs e a outros aplicativos do Workspace, e ganha conexões via MCP com serviços como Canva, OpenTable e Instacart. O usuário pode até enviar instruções por e-mail para um endereço dedicado do Spark.
O que ele se propõe a fazer
- Monitorar a caixa de entrada e sinalizar o que precisa de atenção.
- Redigir documentos puxando dados de e-mails, planilhas e apresentações.
- Executar tarefas recorrentes, como revisar faturas de cartão em busca de assinaturas esquecidas.
- No futuro, fazer compras em nome do usuário, segundo o Google.
É o seu agente pessoal de IA que ajuda você a navegar pela sua vida digital, agindo em seu nome e sob a sua direção.
Sundar Pichai, CEO do Google
O Spark integra um pacote maior de mudanças no app Gemini, que ganhou também o recurso Daily Brief — um resumo diário personalizado de e-mails, agenda e tarefas. A estratégia é transformar o aplicativo, que já tem mais de 900 milhões de usuários mensais, de um chatbot em um centro de IA que disputa terreno com ChatGPT e Claude. O movimento aposta numa vantagem do Google: ele já tem acesso aos e-mails e à agenda de boa parte desses usuários.
Por ora, o Spark é uma versão de teste restrita aos Estados Unidos e a assinantes do Google AI Ultra — sem cronograma anunciado para o Brasil. A delegação de tarefas sensíveis, como mexer em faturas e, no futuro, comprar em nome do usuário, levanta questões de privacidade e de controle que merecem atenção antes de uma adoção ampla por aqui.