A Electronic Arts voltou a defender o uso de Inteligência Artificial no desenvolvimento de jogos. Laura Miele, presidente de enterprise development da empresa, afirmou que a tecnologia resultou em um “real aumento na criatividade” dentro dos estúdios da produtora.
A declaração foi feita em entrevista ao The Game Business, realizada em 8 de junho durante o Summer Game Fest 2026. Questionada sobre a possibilidade de a IA encurtar ciclos de desenvolvimento, Miele respondeu que isso talvez ocorra em algumas partes do processo.
Menos atrito na produção
Segundo a executiva, a IA tem ajudado a remover atritos de pipelines, ferramentas e workflows. Na prática, a defesa da EA é que a tecnologia pode liberar equipes de etapas mais pesadas ou repetitivas, permitindo que desenvolvedores concentrem mais energia na criação de experiências.
- A fala reforça a visão de grandes produtoras de que a IA pode entrar como suporte ao processo criativo.
- Miele não afirmou que a IA resolverá todos os gargalos nem que substituirá ciclos inteiros de produção.
- Para o público brasileiro, o tema importa porque pode influenciar prazos, custos e o modo como jogos internacionais chegam ao mercado.
A posição também mostra por que o uso de IA em games segue sensível: a promessa de eficiência convive com dúvidas sobre impacto criativo, trabalho nos estúdios e transparência no desenvolvimento.
O nosso prisma
Para o Brasil, a discussão importa porque grandes decisões de produção tomadas por empresas globais afetam o calendário e o perfil dos jogos consumidos por aqui. O ponto central não é tratar a IA como mágica, mas entender onde ela reduz atrito e onde ainda exige supervisão humana.
Fonte: Canaltech
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